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| Banrisul segue o caminho da concorrência e foca no crédito para crescer | |||||||||||||||||||||
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| 20 de novembro de 2007 | |||||||||||||||||||||
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A expansão das operações de crédito comercial é o foco do Banrisul, que acompanhou a onda de IPOs do mercado financeiro, e promoveu uma segunda emissão primária de ações em julho deste ano. Na sua primeira reunião na ApimecSul após capitalização e migração para o Nível 1 da Governança Corporativa da Bovespa, o Banco garantiu que continuará concentrando suas operações no Rio Grande do Sul. Na nova fase, as novidades da instituição ficam por conta das áreas de crédito e de Relações com Investidor. “O crédito é o caminho do banco para o ganho de rentabilidade futura”, enfatizou o Diretor Financeiro e de Relações com Investidor, Ricardo Hingel. Além de acompanhar a expansão do crédito dos últimos anos, o foco do Banrisul passou a ser a concessão de crédito comercial, tanto para pessoas físicas, como jurídicas. O primeiro grupo é formado pelo montante potencial de três milhões de clientes que o banco acredita poder trabalhar ainda no estado do Rio Grande do Sul, justificativa para a manutenção das operações somente no Estado, com exceção de um pequeno número de agências fora do RS. O segundo, é constituído de médias e pequenas empresas que serão agregadas aos negócios da instituição através da rede de cartões BanriCompras, instrumento que o banco acredita fidelizar os clientes para longo prazo. A garantia da companhia para crescer 25% que acredita ser a média do setor financeiro e das carteiras de crédito nos próximos três anos é a sua capitalização e a capilaridade que tem no Rio Grande do Sul. De acordo com Hingel, os R$ 800 milhões captados na IPO elevaram a capacidade de crédito do banco para um nível bem superior ao mínimo exigido de 11%. O Índice de Basiléia atingiu 28,2%. Para aproveitar a situação que o Diretor financeiro define como confortável, o desafio será realizar os negócios no segmento de crédito. Para isso, apontou como vantagens competitivas os investimentos em tecnologia da informação que vêm sendo feitos (R$ 91,7 milhões em 2007) e o baixo custo de captação, cerca de 75% do CDI. Atualmente, a carteira de crédito comercial já compõe a maior parte da carteira de crédito do Banrisul, e está dividida em 35% para pessoa física e 33% de pessoa jurídica. Embora já sofrendo com o efeito da redução das taxas de juros, o mercado de empréstimos consignados é outro segmento promissor que já é característico do banco. Mesmo após nova IPO, o Banrisul permanece sob propriedade do Estado do Rio Grande do Sul, que detém mais de 99% das ações ordinárias da companhia. Cerca de 60% da carteira de consignado é formada por servidores estaduais. O restante é composto pelo funcionalismo de diversos segmentos, entre eles as folhas municipais, pelas quais a instituição tem disputado a concorrência com bancos privados. Outro item que acirra disputa com os bancos privados é pelo investidor no mercado de ações, quesito que o Banrisul ainda engatinha. O departamento de relações com investidor, que ainda está sendo estruturado, está aprendendo a se relacionar com um free float de cerca de 40%, e uma base de investidores estrangeiros qualificados que somam 80% das ações preferências no mercado. O Estado do Rio Grande do Sul detém uma fatia de 57% das PN após a IPO.
* de 496 municípios gaúcho |
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