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“I get the Power” (Eu tenho o Poder) é o hit que anuncia a nova
propaganda do provedor de acesso à Internet IG. Juntamente com as
marcas BrTurbo e iBest, o IG forma o Internet Group, controlado pela
Brasil Telecom Participações S.A (BRTP). Ao exibir um vídeo de
publicidade na Apimec-sul, Charles Putz, vice-presidente financeiro,
administrativo e diretor de relações com investidor (DRI) da holding e
da controlada Brasil Telecom S.A (BRTS) cita o slogan da campanha “O
mundo é de quem faz”.
Há dois anos e meio, a líder em telefonia fixa na chamada região II
(que abrange parte do Norte e todo território do Centro-Oeste e Sul
brasileiro), não oferecia produtos nos segmentos que hoje representam
os maiores percentuais de crescimento de receita para a Companhia. “O
trabalho com os três portais e os serviços de transmissão de dados e
ADSL foram pensados para gerar tráfego de telecomunicações; mas, com o
aumento dos acessos, passamos a abordá-los com o objetivo de atrair
receitas publicitárias” – anuncia Putz.
Apesar da inexistência de estratégia definida para o futuro do
segmento considerado player do setor de telecomunicações – o chamado
Triple Play -, o vice-presidente justifica a contratação do ex-
diretor-geral do UOL no Brasil, Caio Túlio Costa, para assumir o
Internet Group. A intenção é transformar os 1,2 milhões de assinantes
de banda larga e os 3,5 milhões de usuários ativos de internet de todo
País em rendimentos.
Mesmo sem participação considerável, segundo o RI da empresa, os
destaques operacionais apontados pela BRTP são a meta de 51,4% de
incremento nos acessos móveis e de banda larga no primeiro semestre de
2006. O aumento de 2.772 no número de vezes de utilização de internet
através dos serviços da BRTS contribuiu para a contabilizar 3,3
milhões de acessos móveis no período. Até o final de julho, 1.155 era
o indicador da entrada na rede de internautas por banda larga.
Na receita bruta consolidada da holding, o segmento de dados cresceu
de 12% para 15% de participação, assim como a telefonia celular, de 4%
para 7%. Ambos setores incrementaram em 3% sua presença em relação ao
ano passado. A receita bruta subiu de forma tímida de R$ 7.111 milhões
para 7.274 milhões, comparando-se os primeiros semestres de 2005 e
2006.
Rentabilidade é outro player apontado pelo mercado quando o assunto é
telefonia móvel. A área é foco de expectativa e investimentos, mesmo
não estando beneficiando de forma tão clara a Companhia. O segmento
compôs apenas 7% da receita da telefonia. Além disso, tem sido foco de
confusões societárias (no caso do relacionamento da acionista Telecom
Itália, dona da operadora de celular Tim) e representado (fenômeno
setorial brasileiro) queda de margens, quando o assunto é a briga por
clientes.
Em relação à atenção dada ao segmento móvel, o diretor define em uma
frase as conseqüências para a Brasil Telecom: “a Companhia está tendo
que se reinventar”. A BRT teve uma queda de receita de R$ 5.941
milhões para R$ 5.685 milhões (na relação semestre de 2005 e 2006)
provenientes dos clientes fixos. A queda foi de apenas 4,3%. Porém, o
percentual de participação no valor da receita bruta para a Companhia,
baixou de 84% para 78%.
Já em relação aos serviços de dados, o acréscimo de um ano para o
outro foi de 26,2% - quase o percentual de perda que sofreu a fixa -.
Isso significa que o segmento de Dados representou R$ 1.101 milhões na
receita do semestre. A telefonia celular colaborou com apenas R$ 488
milhões na receita bruta. Mesmo assim, é um número que significa
crescimento de 63,9% em relação a igual período de 2005. Esse valor é
responsável pela maior participação em pós-pago entre as operadoras de
telefonia móvel no Brasil.
Frente a uma explosão no mercado de dados e móvel da Brasil Telecom,
os executivos da empresa mencionam, rapidamente, que o lucro líquido
da companhia aumentou, e não percentual baixo. Lucrou-se 52,1% a mais
do que no mesmo período de 2005. O resultado do segundo trimestre foi
de R$ 105 milhões. Diferente do pequeno crescimento das receitas
brutas. Porém, infelizmente, nada semelhante com o resultado que o
ebitda bem apresentado ao longo dos últimos exercícios.
O lucro antes do pagamento de juros, amortizações e depreciações,
assim como a margem ebitda (resultado desse lucro em relação à receita
líquida), continua negativo. O percentual de queda é bem menor do que
no primeiro semestre do ano passado, que foi de 112%. Em 2006, o
ebitida foi de -18%. A recuperação de margens frente a outros períodos
é explicada por Charles Putz através da qualificação do cliente da
empresa, ou seja, o ARPU mais alto.
A convergência de serviços e a sinergia entre as economias de escalas
e a melhoria nas margens, principalmente referente aos serviços móveis
(como também prevêem os analistas de mercado), são as estratégias
apontadas pela Diretoria da Brasil Telecom Participações para crescer
nos setores de tecnologia e segurar a liderança no segmento fixo. O
corte de 12% no número de colaboradores, a negociação com fornecedores
para redução de preços e nos serviços de Capex devem se refletir nas
melhores margens para o segundo semestre de 2006.
A estrutura de capital conversadora e o baixo endividamento atrelado
ao câmbio (apenas 15% ao dólar, devido às ADRs) são indicadores que
beneficiam a empresa no mercado financeiro. A BRTP iniciou o segundo
semestre como uma das dez empresas com as maiores altas na Bovespa.
Concomitantemente, a Companhia complementa ao guia de estratégias para
o segundo semestre, a atenção contínua às regras de Governança, da
Sarbames-Oxley e contidas no código de ética da controladora.
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