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Expansão de capacidade da Usiminas é saída encontrada para enfrentar aumento de custos e de players
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16 de maio de 2008
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O Sistema Usiminas iniciou em 2008 um processo de crescimento. Após anunciar a compra da mineradora J.Menes, no mês de fevereiro, apresentou um plano de investimentos. O planejamento é composto de duas etapas, e foi o destaque da companhia durante apresentação de resultados para a  ApimecSul. Como os indicadores de rentabilidade - lucro líquido, Ebitda, e receita líquida - tiveram incrementos pequenos em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o grupo destacou os principais projetos para elevar a capacidade de produção de placas, agregar valor aos produtos, através da melhoria no mix, e para diminuir custos. Essa redução será a partir do aumento da geração de energia própria, que atualmente, é de 15% (o restante está contratado com a Cemig até 2014), de novas termelétricas, de projetos ambientais e de atualização tecnológica. Até 2012, serão aplicados US$ 5,2 bilhões na Usina de Ipatinga (MG), e US$ 2 bilhões na unidade de Cubatão(SP). Essas obras elevarão a capacidade de produção das unidades, respectivamente, em 3,2 milhões e 325 mil toneladas ao ano. A produção do grupo tem sido de cerca de 8 milhões ton/ano, cerca de 27,5% da produção nacional de aço bruto.

Entre 2013 e 2015, a Usiminas programa US$ 2,7 bilhões para investir em uma nova usina. No entanto, ela ainda não tem local definido. Provavelmente, será próxima ou em Cubatão/SP, mas também pode ser uma aquisição ou a construção de uma nova planta em outro país. O objetivo da ampliação de capacidade é se preparar para o crescimento de demanda por aço que o Brasil deve continuar apresentando. Em 2008, a expansão deve ser de 9%, frente os 18% do ano passado. No 1tr08, as vendas da Usiminas foram de 1.886 milhão/ton. Mais de 80% ficaram no mercado interno, e o restante foi exportado. Apesar do foco e da liderança no mercado interno, a Usiminas perdeu dois pontos percentuais no market share brasileiro, e ficou com 48%. A justificativa dos profissionais de  relações com investidores presentes da ApimecSul, Gilson Bentes e Matheus Rosa, é o processo de consolidação que vem ocorrendo no setor. De acordo com os executivos, a Usiminas mudou o setor quando comprou a Cosipa. Mas a indústria foi novamente impactada com a consolidação da Arcelor-Mittal e com a presença do grupo no Brasil.

É diante desse cenário que a companhia se prepara para manter a liderança isolada em alguns segmentos, como na indústria naval (100%), de tubos de grande diâmetro (86%), no setor de petróleo, e a forte presença no setor automobilístico (53%) e de auto-peças (58%). O aumento de capacidade também é necessário diante dos atuais níveis de preços e custos. Os preços praticados no mercado interno, que antes tinham um prêmio de 10% a 20%, já estão se equiparando aos internacionais, apesar do aumento de 10% em abril, e outro de 12% que a indústria de aços planos praticará em junho. O plano é se tornar auto-suficiente na produção de minério de ferro, matéria-prima que representa entre 10% e 13% do custo do produto vendido na Usiminas.

A mineradora J.Mendes entra nos planos de crescimento neste momento. A capacidade total que a última mina comprada, de um negócio que incluiu mais quatro minas, todas no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais, ainda não é conhecida – por isso, o restante do pagamento pela compra ainda será definido, e será no máximo US$ 1,9 bilhão. As reservas esperadas são de 25 anos, com um montante que deve contribuir para a capacidade total de mais de 29 milhões de toneladas de minério de ferro até 2013. A produção atual da J. Mendes é de 5 milhões ton/ano. Já que a empresa precisa de 1,5 tonelada de mineiro de ferro para produzir 1 tonelada de aço, existiria um excedente que seria exportado. Manter as vendas para o exterior faz parte da estratégia da companhia, que considera ser uma forma de proteção em eventuais momentos de crise do Brasil, que até então, eram freqüentes.

A compra de outros ativos, como de carvão, não faz parte dos planos do grupo, pelo menos, por enquanto. O carvão é uma importante matéria-prima da produção, e participa de 18% do custo do produto final. Ele é utilizado diretamente nos fornos, como combustível, e também na produção do coque, outra forma de energia. Segundo a Usiminas, o preço do carvão deve aumentar de 180% a 200% até o final do ano, ou seja, os US$ 100 pagos por tonelada no início do ano devem se transformar em US$300/ton. Para produzir 1 tonelada de aço são necessários 600 kg de carvão.

Resultados 1T08


Apresentação Resultados Apimec-Sul
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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