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| Demanda pelo Ombudsman do Mercado da Bovespa cresce 76% em 2007 | |
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| 16 de abril de 2008 | |
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O aumento da utilização do serviço de ombudsman do mercado na Bovespa tem relação com o incremento da participação de pessoas físicas no mercado financeiro. No ano passado, a Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) cadastrou 456 mil pessoas físicas, um montante 108% superior a 2006. Em teleconferência com o mercado, o ombudsman do mercado na Bovespa, Joubert Rovai, comentou as principais dúvidas e reclamações recebidas por ele de um total de 2729 contatos dos investidores pessoas físicas feitos com o serviço de ombudsman no ano passado. Todas essas demandas estão citadas no Relatório Anual de 2007 da Bovespa Joubert Rovai coordena o serviço na Bovespa desde a criação no ano de 2001. Esse canal tem a finalidade de solucionar dúvidas ou controvérsias de investidores que envolvam intermediários do mercado, como corretoras, distribuidoras e agentes, a Bovespa, e a CBLC. As demandas devem ser relacionadas ao processo de negociação efetuado, desde a realização de compra e venda até a liquidação. Durante teleconferência, Rovai relacionou o aumento “expressivo” do uso dos serviços de ombudsman a eventos relacionados ao mercado da Bovespa e ao cenário macroeconômico. O número recorde de oferta de ações primárias e da captação em IPOs, a desmutualização e união da Bovespa e da BM&F e o aumento em 33% de clubes de investimentos em 2007 contribuem para a maior contabilização de reclamações e dúvidas quanto aos serviços da Bovespa. No ano passado, foram 1044 pedidos de informações. Nos últimos quatro anos, as questões constantes são pela indicação de corretoras, as conseqüências para os investidores quando houver a falência da instituição ao qual for cliente, e como saber quais desses intermediadores são os mais confiáveis. Entre as 829 reclamações, as mais presentes e relevantes, na opinião de Rovai, estão relacionadas à comunicação com as corretoras. Apesar de terem diminuído, os quesitos de mau atendimento, atraso no repasse de proventos, a pouca transparência sobre proventos e quanto à custódia permanecem presentes entre as queixas. O ombudsman observa que é notório o aumento da competição entre as corretoras, e que isso está se refletindo em redução dos custos de corretagem. Além disso, que a norma que obriga as corretoras a terem ouvidorias entrou em vigor no ano passado e deve beneficiar os investidores. As sugestões do ombudsman para melhorar os serviços prestados aos investidores estão relacionadas às demandas mais comuns, que além das citadas acima, se inclui outra: as reclamações quanto aos homebrokers das corretoras. A lentidão e a indisponibilidade do sistema indicam, na visão de Joubert Rovai, que as corretora devem dar mais atenção aos seus planos tecnológicos. O ombudsman lembra que essas empresas são obrigadas a informar à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) problemas desse tipo, que são classificados como tal quando os sistemas sem funcionamento durante pelo menos 30 minutos. As sugestões recebidas, quando pertinentes, são encaminhadas para as áreas responsáveis pelo tema tratado. Algumas são aceitas e implantadas, outras podem se mostrar inviáveis para o momento. Conheça as funções do Ombdusman do Mercado na Bovespa, clique aqui. Obs: matéria a a partir da participação de Grazieli Binkowski na teleconferência com o Ombudsman do Mercado da Bovespa no dia 15 de abril de 2008. |
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