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Paralisação de projetos em andamento é o efeito de curto prazo do cenário para a Romi

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15 de maio de 2009
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Ver reduzida de 30% a 45% a receita operacional líquida não é nenhuma meta muito difícil de ver realizada diante do cenário de crise, especialmente para o setor de máquinas-ferramenta, fundidos e usinados, como no caso da Indústrias Romi. O guindance esperado para o ano está em linha com o nível utilizado da capacidade instalada na indústria nacional e, portanto, devido ao baixo incremento que se espera da formação do capital fixo no Brasil. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que ainda é uma incógnita para a empresa, mas que com certeza será baixo, também é um dos indicativos importantes do ritmo das vendas da companhia, segundo o Diretor de Controladoria e Relações com Investidor, Luiz Cassiano Rando Rosolen.

Listada no Novo Mercado da Bovespa, as ações da companhia também vêm sofrendo. Mas de acordo Rosolen, que esteve em reunião com investidores e analistas na ApimecSul, esse cenário também pode ser entendido como uma boa oportunidade para comprar os papéis da Romi. Mesmo com pouca liquidez, a companhia se diferencia por ter na base boa parte de investidores nacionais, através de um free float de 52%. Líder nos setores em que atua no Brasil, com cerca de 35% do mercado, a companhia vêm sentindo os efeitos da crise desde a deflagração dela no cenário internacional em outubro de 2008. Com 10 unidades de fabricação no país e duas na Itália, cortar os custos foi a primeira medida para enfrentá-la. Até agora, a redução foi de 20% do pessoal e 18% das horas trabalhadas e, portanto, dos salários pagos. A necessidade foi sentida diante da redução do volume vendido através dos cerca de cinco mil contratos com empresas de setores de todo o país, como as montadoras, produtoras de máquinas e equipamentos.

Presente em mais de 60 países, o mercado interno ainda é o principal para a empresa. A atuação internacional se resume a 16% das vendas. Mas os concorrentes presentes no mercado interno vêm de outros países. Mesmo assim, segundo o diretor da Romi, a empresa sai na frente. Mesmo com seus preços às vezes superiores aos concorrentes internacionais, a tributação cobrada pela entrada dos estrangeiros no Brasil é de 14%. A necessidade de capital intensivo e de uma rede capilarizada também torna a permanência dos concorrentes mais difícil. Essas são algumas das vantagens citadas por Rosolen que deveriam animar o investidor a investir num papel que, mesmo que pouco liquido, está barato. A saúde financeira da companhia é outra. O caixa está em R$ 115 milhões, e os vencimentos em quase R$ 100,00 milhões, mas com prazos estendidos para os próximos anos.

Os resultados divulgados no primeiro trimestre foram muito fracos, mas não surpreenderam o mercado. Para 2009, além da queda na receita operacional, a companhia entende que a margem Ebtida deve ficar entre 0% e 5%. O Capex para este ano é de R$ 75 milhões. Mais de 30% foram usados na finalização de uma etapa de dois projetos que foram paralisados a partir de agora. Um deles é o Paradiso, que deve elevar a produção da empresa em 4.800 máquinas ao ano. O Vulcano aumentará em 40 mil toneladas a capacidade de fundidos da empres

Confira os resultados do 1tr09



Apresentaç
ão Resultados 1T09 - ApimecSul
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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