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Ver reduzida de 30% a 45% a receita
operacional líquida não é nenhuma meta muito difícil de ver realizada diante
do cenário de crise, especialmente para o setor de máquinas-ferramenta,
fundidos e usinados, como no caso da Indústrias Romi. O
guindance
esperado para o ano está em linha
com o nível utilizado da capacidade instalada na indústria nacional e,
portanto, devido ao baixo incremento que se espera da formação do capital
fixo no Brasil. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que ainda é
uma incógnita para a empresa, mas que com certeza será baixo, também é um
dos indicativos importantes do ritmo das vendas da companhia, segundo o
Diretor de Controladoria e Relações com Investidor, Luiz Cassiano Rando
Rosolen.
Listada no Novo Mercado da Bovespa,
as ações da companhia também vêm sofrendo. Mas de acordo Rosolen, que esteve
em reunião com investidores e analistas na ApimecSul, esse cenário também
pode ser entendido como uma boa oportunidade para comprar os papéis da Romi.
Mesmo com pouca liquidez, a companhia se diferencia por ter na base boa
parte de investidores nacionais, através de um
free float
de 52%. Líder nos setores em que atua no Brasil, com cerca de 35% do
mercado, a companhia vêm sentindo os efeitos da crise desde a deflagração
dela no cenário internacional em outubro de 2008. Com 10 unidades de
fabricação no país e duas na Itália, cortar os custos foi a primeira medida
para enfrentá-la. Até agora, a redução foi de 20% do pessoal e 18% das horas
trabalhadas e, portanto, dos salários pagos. A necessidade foi sentida
diante da redução do volume vendido através dos cerca de cinco mil contratos
com empresas de setores de todo o país, como as montadoras, produtoras de
máquinas e equipamentos.
Presente em mais de 60 países, o
mercado interno ainda é o principal para a empresa. A atuação internacional
se resume a 16% das vendas. Mas os concorrentes presentes no mercado interno
vêm de outros países. Mesmo assim, segundo o diretor da Romi, a empresa sai
na frente. Mesmo com seus preços às vezes superiores aos concorrentes
internacionais, a tributação cobrada pela entrada dos estrangeiros no Brasil
é de 14%. A necessidade de capital intensivo e de uma rede capilarizada
também torna a permanência dos concorrentes mais difícil. Essas são algumas
das vantagens citadas por Rosolen que deveriam animar o investidor a
investir num papel que, mesmo que pouco liquido, está barato. A saúde
financeira da companhia é outra. O caixa está em R$ 115 milhões, e os
vencimentos em quase R$ 100,00 milhões, mas com prazos estendidos para os
próximos anos.
Os resultados divulgados no primeiro
trimestre foram muito fracos, mas não surpreenderam o mercado. Para 2009,
além da queda na receita operacional, a companhia entende que a margem
Ebtida deve ficar entre 0% e 5%. O Capex para este ano é de R$ 75 milhões.
Mais de 30% foram usados na finalização de uma etapa de dois projetos que
foram paralisados a partir de agora. Um deles é o Paradiso, que deve elevar
a produção da empresa em 4.800 máquinas ao ano. O Vulcano aumentará em 40
mil toneladas a capacidade de fundidos da empres
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