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Investimentos em pessoas e visão clara de onde quer chegar são os pilares da TOTVS

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15 de abril de 2009
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Com uma forma clara de geração de receita no mercado de software, a TOTVS, que abriu capital em 2006, desenhou de maneira muito simples sua expansão como uma empresa consolidadora do setor no Brasil e de soluções para a América Latina. No ano de 2001, quando também o diretor financeiro e de relações com investidor da companhia, José Rogério Luiz, entrava na empresa, a TOTVS traçava os passos desse crescimento, conforme revelou executivo durante o Metting de Tecnologia da Informação, na Federasul.

O modelo de receita é baseado na venda de licença para o cliente, num contrato de, por exemplo, 10 anos de manutenção desse software, e na criação de novas necessidades para que o cliente continue com a empresa. A vantagem é que não há um ramo de negócio que utilize o mesmo software. Portanto, a primeira que justificava os planos de crescimento da TOTVS era o potencial do mercado brasileiro.

No Brasil, há um universo de mais de 500 mil médias e pequenas, que faturam entre US$ 5 milhões e US$ 3,5 bilhões, e mais de 5,300 milhões de microempresas, ou seja, com até 20 funcionários. Todo esse montante podia, portanto, ser explorado pela empresa. Hoje, com mais de 22 mil clientes ativos, ou seja, aqueles com as quais a companhia tem um contrato de manutenção firmado, representa cerca de 7,5% de todo esse mercado. Portanto, além da escala, e depois de todas as aquisições que a empresa fez, ainda há muito espaço para conquistar.

Só em 2008, a empresa finalizou a aquisição da BCS e integrou as operações da BCS e Midbyte (Vitrine). Essas compras ao longo do ano passado tiveram a finalidade de redesenhar os canais de distribuição do grupo, além de outras que já aconteciam desde que a empresa era chamada de Microsiga. Essas compras foram com objetivo de agregar novos canais de distribuição, que representaram, já no final do primeiro semestre de 2008, 85% do faturamento da empresa. No 3tr08, a TOTVS uniu as operações da Datasul, e tornou-se uma das maiores de ERP (software de gestão) do mundo. No final do ano, a empresa quase atingiu o R$ 1 bilhão de faturamento, intenção marcada há quatro anos, quando também pretendia atingir uma margem Ebitda de 15% e ter um crescimento de receita na ordem de 20% ao ano.

Apostar nos canais de distribuição foi uma das necessidades da companhia, e foi o que justificou a maioria das aquisições. Mas, além disso, de acordo com José Rogério Luiz, não seria possível crescer sem adquirir outras companhias, principalmente em um mercado dominado por duas grandes líderes mundiais, a Oracle e a SAP. Outra medida fundamental foi o investimento da integração das pessoas, o ativo mais importante, de acordo com o diretor financeiro. Outras foram as fontes de financiamentos. Para começar, o BNDES e depois a entrada de uma empresa de Private Equity.Hoje, os recursos aportados na companhia Pelos acionistas representam uma das mais importantes fontes de financiamento da empresa, que presa pela disciplina financeira, e que vai continuar a crescer por meio de aquisições, sem recorrer a endividamento, e aproveitando o investidor e a geração de caixa, já que a sua atividade é extremamente geradora de receita.



Federasul
E
laborado e editado pela jornalista 
Grazieli Inticher Binkowski

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