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Tractebel Energia - Apresentação Apimec Sul |
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| 14 de agosto de 2009 | |
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O segundo trimestre para a Tractebel Energia significou a superação do período mais crítico da crise, na visão do gerente de relações com investidor, Antonio Previtali Júnior. A companhia conseguiu apresentar um volume físico de vendas (3.473 MW médio) 1,3% superior ao mesmo trimestre do ano passado. No primeiro trimestre, a empresa foi impactada pela redução do volume comprado por consumidores livres, boa parte composta por grandes indústrias. O que houve a partir de abril deste ano foi uma estabilização dos volumes vendidos em relação aos primeiros três meses do ano, ou seja, uma redução de 12% frente ao 2tr08. Outro aspecto que compensou as baixas dos volumes foi o preço médio dos contratos (excluindo os de exportações), 11% maior ao segundo trimestre de 2008, atingindo uma média de R$ 121,57/MWh neste ano. Esse incremento reflete o reajuste anual previsto nos contratos firmados pela companhia, e foi um dos fatores que permitiram que o Ebitda e o Lucro Líquido crescessem 20% em doze meses, totalizando, respectivamente, R$ 526,9 milhões e R$ 263,3 milhões. No entanto, outro componente determinante na diferença significativa entre o crescimento da receita líquida (de 8,1% para R$ 836 milhões) em relação aos 20% do Ebitda e LL, foi a redução de custos. No segundo trimestre, os custos da Tractebel caíram 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, resultando em R$ 332,4 milhões. Entre as razões está a queda de 14% dos gastos com energia elétrica comprada para a revenda, cujo volume foi menor, e o preço também. Outro item que teve impacto na conta foi o menor gasto com combustível. A empresa exportou menos. Diante dos resultados, a companhia, novamente, pagará um percentual significativo do lucro líquido: 70% no primeiro semestre. O pagamento semestral é prática da Tractebel e, nos últimos períodos, vem surpreendendo com Payout acima dos guindances publicados. A explicação de Previtali era que períodos anteriores foram caracterizados por poucos investimentos em relação ao caixa e ao momento atual. No entanto, para os próximos exercícios, a empresa deve seguir o percentual do lucro líquido mínimo determinado no estatuto, de 55%, frente à necessidade de maiores investimentos. Para 2009 o montante investido será de R$ 1.613 bilhão. Parte dos recursos irá para a transposição do Rio Tocantis, essencial para a finalização do projeto em construção da hidrelétrica de Estreito. A obra será transferida do controlador GDF SUEZ para a Tractebel até o final deste ano. Para dar andamento a esse e outros projetos, como a usina de biomassa Destilaria Andrade e a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Areia Branca, a companhia realizou algumas emissões durante o primeiro semestre, e deve fazer mais uma nos próximos meses. Com isso, o endividamento da companhia subiu de R$ 2.978 bilhões no consolidado do ano passado para R$ 3.070 bilhões no 2tr09. A empresa considera ainda um nível confortável de dívida, e trabalha com a relação máxima Dívida Líquida sobre Ebitda de 2,5 vezes. Confira os resultados completos do segundo trimestre e primeiro semestre de 2009 aqui.
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski |
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