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Entender e saber conviver em
um ambiente competitivo que seja formado por empresas com modelos
mistos de poder é o tema escolhido pelo Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa (IBGC) para o Congresso Nacional de Governança
Corporativa que será promovido nos dias 8 e 9 de dezembro. O novo
presidente do Conselho, Mauro Rodrigues da Cunha, apresentou o tema
durante almoço-palestra na Federasul (Federação das Associações
Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul). Aprender a conviver
entre empresas com modelos diversos de controle (familiar, mista,
controlada por poucos acionistas ou de capital pulverizado) é um dos
desafios mais importantes que a Instituição e seus atuais 1200
associados terão pela frente, de acordo com o economista e
conselheiro de empresas.
O presidente que dará
continuidade à função de José Guimarães Monforte (juntamente com
novos nove membros e Gilberto Mifano e João Nogueira Batista como
vices-presidente), lembrou que há o planejamento estratégico
2007-2012 a ser seguido, mas citou alguns novos desafios para o IBGC.
Um deles é o aprofundamento de discussões técnicas e a promoção de
resoluções e ferramentas concretas às práticas das companhias abertas
diante de problemas considerados mais áridos daqueles de quando a
organização sem fins-lucrativos foi criada em 1995. Dentre os
desafios está o contato com grupos de lideranças empresariais que o
IBGC ainda não foi capaz de atingir, entre eles empresas de médio e
pequeno porte.
Para atingir as novas metas,
o Instituto passa por reformulações. A equipe continua enxuta, com 14
funcionários, mas passará por uma reestruturação de cargos e
salários. Os 23 comitês, formados por voluntários, serão 26 em pouco
tempo. Um deles, o Comitê de Gestão, estuda a mudança de estatuto e
da visão (planejamento estratégico) do órgão. Uma das preocupações
que continuam é a formação de conselheiros. Desde o ano passado, o
Instituto está com os cursos de formação básica e avançada
coordenados pelo Centro de Conhecimento. Até o final deste ano,
deverão ser quatro mil alunos formados. Outra novidade é a
certificação para conselheiros, que ainda em fase de estudo, deve ser
finalizada até o final do ano. A intenção é formar um
benchmark
para que empresas e
acionistas possam avaliar e escolher se mantêm as composições dos
respectivos conselhos. A intenção do IBGC é reconhecer o esforço e
evolução daqueles profissionais que procuram, permanentemente,
evoluir em termos de conhecimentos.
Até a certificação, o
Instituto trabalha para aprimorar o conhecimento nas empresas no
sentido de saber como montar e avaliar seus Conselhos, como tratar da
questão da dependência dos participantes e como melhor se comunicar
com os outros
stakeholders. Uma
nova ferramenta que ainda está em audiência pública é o Portal de
Governança Corporativa. Ele deverá funcionar como um espaço que
conterá todas as informações relacionadas ao trabalho dos Conselhos
de cada empresa, como atas de reuniões, por exemplo. Além dessa nova
ferramenta, outras continuam sendo fundamentais para o trabalho do
IBGC, conforme Mauro Cunha, como a produção de livros, dos guias para
os Conselhos Fiscais, de Sustentabilidade e de Gerenciamento
Corporativo, assim como os Cadernos, publicados periodicamente com o
resultado das discussões dos atuais 23 Comitês. |