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Estruturas de controle diferenciadas e o aprimoramento dos Conselhos são focos no IBGC

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13 de agosto de 2008
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Entender e saber conviver em um ambiente competitivo que seja formado por empresas com modelos mistos de poder é o tema escolhido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para o Congresso Nacional de Governança Corporativa que será promovido nos dias 8 e 9 de dezembro. O novo presidente do Conselho, Mauro Rodrigues da Cunha, apresentou o tema durante almoço-palestra na Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul). Aprender a conviver entre empresas com modelos diversos de controle (familiar, mista, controlada por poucos acionistas ou de capital pulverizado) é um dos desafios mais importantes que a Instituição e seus atuais 1200 associados terão pela frente, de acordo com o economista e conselheiro de empresas.

O presidente que dará continuidade à função de José Guimarães Monforte (juntamente com novos nove membros e Gilberto Mifano e João Nogueira Batista como vices-presidente), lembrou que há o planejamento estratégico 2007-2012 a ser seguido, mas citou alguns novos desafios para o IBGC. Um deles é o aprofundamento de discussões técnicas e a promoção de resoluções e ferramentas concretas às práticas das companhias abertas diante de problemas considerados mais áridos daqueles de quando a organização sem fins-lucrativos foi criada em 1995. Dentre os desafios está o contato com grupos de lideranças empresariais que o IBGC ainda não foi capaz de atingir, entre eles empresas de médio e pequeno porte.

Para atingir as novas metas, o Instituto passa por reformulações. A equipe continua enxuta, com 14 funcionários, mas passará por uma reestruturação de cargos e salários. Os 23 comitês, formados por voluntários, serão 26 em pouco tempo. Um deles, o Comitê de Gestão, estuda a mudança de estatuto e da visão (planejamento estratégico) do órgão. Uma das preocupações que continuam é a formação de conselheiros. Desde o ano passado, o Instituto está com os cursos de formação básica e avançada coordenados pelo Centro de Conhecimento. Até o final deste ano, deverão ser quatro mil alunos formados. Outra novidade é a certificação para conselheiros, que ainda em fase de estudo, deve ser finalizada até o final do ano. A intenção é formar um benchmark para que empresas e acionistas possam avaliar e escolher se mantêm as composições dos respectivos conselhos. A intenção do IBGC é reconhecer o esforço e evolução daqueles profissionais que procuram, permanentemente, evoluir em termos de conhecimentos.

Até a certificação, o Instituto trabalha para aprimorar o conhecimento nas empresas no sentido de saber como montar e avaliar seus Conselhos, como tratar da questão da dependência dos participantes e como melhor se comunicar com os outros stakeholders. Uma nova ferramenta que ainda está em audiência pública é o Portal de Governança Corporativa. Ele deverá funcionar como um espaço que conterá todas as informações relacionadas ao trabalho dos Conselhos de cada empresa, como atas de reuniões, por exemplo. Além dessa nova ferramenta, outras continuam sendo fundamentais para o trabalho do IBGC, conforme Mauro Cunha, como a produção de livros, dos guias para os Conselhos Fiscais, de Sustentabilidade e de Gerenciamento Corporativo, assim como os Cadernos, publicados periodicamente com o resultado das discussões dos atuais 23 Comitês.


Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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