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A líder mundial de produção e exportação de celulose de
eucalipto inicia 2007 com custo de capital menor. A inclusão
no Dow Jones Sustainability Indexes e a classificação de
Investiment Grade, pelas agências de rating S&P, Moody`s e
Fitch, reduzem o gasto para captação da Aracruz Celulose.
Além disso, a queda da relação Dívida Bruta/Ebitda de 2,5
para 2 sinaliza diminuição de endividamento e incremento na
geração de caixa.
Através da conquista de um caixa mais barato e da produção
robusta de 3 milhões de toneladas/ano, a exportadora de 98%
desse montante condiciona - com bases consistentes - seu
crescimento para os próximos anos. Há três décadas, essa
expansão acontece a 9% ao ano. Em 2006 esse desenvolvimento
foi agregado de outras condicionantes positivas. A redução
nos estoques mundiais fez o preço da tonelada da celulose de
eucalipto subir 9%. O custo inferior da produtividade no
Brasil sintetiza a queda na oferta da matéria-prima para um
bem tão consumido como o papel. As concorrentes chinesas,
por exemplo, não estão investindo na renovação do parque
industrial. A aposta é na demanda por celulose de mercado,
pronta para ser usada na fabricação do papel.
Por isso, o alto investimento em pesquisa e desenvolvimento
na Aracruz, a expansão da empresa através de compra de
floresta e parcerias em plantas, o foco em contratos de
longo prazo - ganhando na escala - proporcionou elevação da
produtividade - que deve continuar. De acordo com o
departamento de Relações com Investidor, durante ApimecSul,
a companhia está bem posicionada para enfrentar o aumento
desse segmento. O DRI Isac Zagury acredita que a China se tornará
compradora de 30% da celulose global, como participa do
segmento de metais.
A Aracruz tem dois escritórios na China, mas ainda não tem
relações comerciais firmadas, caminho ao qual precisa
trilhar para ser representativa no país. Outro obstáculo
para continuar dando alegrias aos investidores, é permanecer
com o papel tão líquido como em 2006. As ações PNB da
companhia valorizaram 41% no período, oito pontos
percentuais acima do Ibovespa. Esse incremento de liquidez é
78% maior do que em 2005. A empresa paga R$ 0,32 de
dividendo por ação. Quer passar a distribuir 0,49 de juros
sobre Capital Próprio. A matéria será votada.
Em um setor com demanda crescente, investimentos,
credibilidade e resultados para mostrar, a Aracruz Celulose
já têm. O desafio será superar a ela mesmo, aos
concorrentes, e conseguir aproveitar a expansão da
necessidade da celulose de mercado, influenciada pelo
percentual considerável que o consumo de papel tem para
aumentar nos próximos anos (conduzido pelo incremento no PIB
per/capita). Diante desse contexto, a redução no custo do
capital, necessário para crescer, é uma notícia que
transmite segurança para os acionistas da Aracruz.
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