Financiamento a grandes empresas totalizam 67% da carteira de crédito do Pine
O período pós-crise por qual passa o mercado brasileiro tem aberto portas ao Banco Pine. Desde o segundo trimestre deste ano – após os piores momentos da crise, vistos durante o quarto trimestre de 2008 e o primeiro de 2009, a companhia vem aumentando a carteira de concessão de crédito para grandes empresas, com faturamento anual superior a R$ 500 milhões. Até o terceiro trimestre deste ano, os empréstimos feitos a negócios desse porte totalizaram 67% da carteira de R$ 5 bilhões do total de recursos disponíveis à concessão de crédito, ou seja, R$ 3,4 bilhões. Até o final de 2010, toda a carteira de crédito deverá estar concedida através de empréstimos ao mercado.
De acordo com o vice-presidente financeiro da instituição, Clive Botelho, durante teleconferência com jornalistas, esse movimento é fruto de um espaço que se abriu após a crise, através da consolidação do setor financeiro e da redução do número de bancos. Uma das mudanças na estrutura de concessão de crédito da empresa foi a redução gradual da carteira de crédito de consignados, que também contribuiu para a expansão da carteira de crédito a empresas, que entre julho e setembro cresceu 11,3%, frente a uma expansão total da carteira de 4,9% no trimestre. O financiamento a pessoa jurídica é o principal negócio da companhia. Considerando também os negócios de médio e pequeno porte, essa carteira representa 83% do total de créditos disponíveis no Banco. Esse ritmo de incremento dos financiamentos a grandes empresas deve diminuir ao longo dos anos, na visão de Botelho.
Até lá, a companhia aproveita o cenário e o crescimento da concessão para empresas consideradas de bons fundamentos para diversificar o portifólio de produtos, através dos processos de crosseling (venda cruzada). Uma das medidas foi a criação do Pine Investimentos, com o objetivo de oferecer produtos como fundos de Private Equity. A melhora da qualidade do crédito do Banco dá mais consistência e segurança para esses novos negócios. Mais de 96% da composição da carteira teve classificação de risco entre AA e C no mês de setembro. A cobertura da carteira classificada de D a H atingiu 100,2%, o que significa que o banco tem recursos para cobrir todos esses empréstimos, em caso de inadimplência.
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