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Cemig contabiliza o melhor resultado trimestral dos últimos dez anos
05 agosto

Os resultados do segundo trimestre da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) são os melhores dos últimos dez anos. O lucro líquido atingiu R$ 487 milhões, superior 88% ao mesmo período do ano passado. A geração de caixa contabilizou R$ 814 milhões para a empresa, com margem ebitda de 41% e, líquida, de 24%. O lucro por ação foi de R$ 3,00 por mil ações. A receita líquida cresceu 13%.

O aumento de 7% das vendas de energia ajudou na receita, acréscimo de volumes igual ao verificado no final do ano passado. O destaque dado pelos diretores durante teleconferência que apresentou também os números do primeiro semestre de 2005, foi para a variação positiva de 3,8% na distribuição de energia para residências, já que metade das vendas da companhia é para a classe industrial, que subiu 2,7% e atingiu o total de 5.820.254 MWh. Cemig vende 10.148.745 MWh. A maioria dos clientes deve continuar sendo vendedores privados no próximo leilão de energia nova, que vai ser realizado na primeira quinzena de dezembro.

Apesar do resultado trimestral histórico em relação aos mesmos períodos anteriores, o lucro líquido no segundo trimestre foi inferior ao anterior, que contabilizou R$ 555 milhões. Os retornos, até o final do ano, talvez não ultrapassem os resultados dos últimos seis meses. Para 2005, a proposta de investir R$ 2 bilhões até dezembro não deve ser cumprida. O valor utilizado do total previsto no plano orçamentário dever ser um pouco maior do que os
R$ 400 milhões investidos até agora. A justificativa da Cemig foi relativa às mudanças com o processo de desverticalização passado por ela nos primeiros meses de 2005. A desverticalização também foi responsável por boa parte dos gastos da empresa.

A conta de resultados a compensar (CRC) continua sendo a preocupação dos analistas de mercado. A companhia mineira ainda não regularizou a situação com o governo de Minas Gerais; porém, já aprovou as bases para o quatro aditivo do contrato. A empresa repete que vai reter 65% dos dividendos, a fim de amortizar o saldo devedor de R$ 3.080 milhões mais incidência de IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) e taxa de juros. O valor aumentou desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre do ano passado, pois estava em R$ 2.942 milhões. Novamente, os diretores garantem que o pagamento não vai influenciar o caixa da empresa. De acordo com o presidente, o prazo acertado no novo contrato é de 61 prestações semestrais, com juros anuais de 10%.

Após aumentar 100% o valor de dividendos pagos aos acionistas no final de 2004, atualmente, pagando 50% do lucro líquido da empresa, a companhia colhe resultados esperados das estratégias apostadas. A Cemig aumentou seu valor de mercado, como pretendia. Atinge o patamar de 10.726 mil, frente aos 9.950 e 7.441 dos anos anteriores. A redução do risco cambial, cuja dívida está quase 100% em moeda estrangeira, faz parte da estratégia.

Expandir mercado continua sendo o objetivo da empresa, que além da abertura em outros estados do País, finaliza parceria no Chile. A sociedade com a Alusa concentra
US$ 60 milhões, através de uma concessão de 20 anos. Morais destaca a implantação dos negócios no Chile como uma vitória após tentativas de negócios na Bolívia e no Uruguai. De acordo com o presidente, “o mais importante é a experiência de uma empresa brasileira em uma cultura, com dinâmica e regulamentação diferentes do ambiente doméstico”.


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Equipe Técnica Acionista.com.br

Editado pela jornalista Ana Borges
05/0805
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