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Braskem anuncia a compra da Politeno
A Braskem anunciou ontem a aquisição da Politeno, que pertencia à Suzano Petroquímica e aos grupos japoneses Sumitomo Chemical e Itochu. O anúncio fez o papel chegar a ser cotado a R$ 16,49, com alta de 3,7%. No entanto, pela tarde, as ações encontravam-se em leve queda.

Com a operação, a empresa passa a ser detentora de 100% do capital votante da Politeno e 96,15% do total. Os 3,85% do restante do capital nas mãos dos minoritários devem ser integrados. O valor inicial pago por 62,2% do capital da empresa é de US$ 111,3 milhões. No entanto, nos próximos 18 meses, o valor pode ser alterado, dependendo do preço do polipropileno e dos custos da matéria-prima. "O ajuste poderá ser positivo ou negativo, dependendo desses fatores", explica o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich.

O valor total da Politeno, caso fosse empregada a fórmula para os 18 meses anteriores, seria de US$ 273 milhões, o que faria a parte adquirida pela Braskem somar US$ 139 milhões. Para o pagamento, a Braskem anuncia até o fim da semana a emissão de bônus perpétuos no mercado internacional. Nos cálculos da companhia, a aquisição trará ganhos de sinergia da ordem de US$ 110 milhões, por critério de valor presente líquido.

"A aquisição do controle da Politeno veio em um momento importante. Já vínhamos negociando com os japoneses e a Suzano e houve a aceleração do processo em março", afirma. Este é mais um passo no processo de consolidação do setor. "Vem dentro da estratégia de crescimento orgânico e de melhoria de rentabilidade, com a criação de valor para os acionistas", ressalta. Segundo Grubisich, o objetivo é ampliar a produção da Politeno das atuais 320 mil toneladas de polietileno para 360 mil toneladas e até 400 mil toneladas até o fim de 2007.

Com os novos projetos, a capacidade de produção total da Braskem irá atingir, nos próximos cinco anos, três milhões de toneladas. Entre as outras estratégias de crescimento da Braskem, está a busca pela internacionalização da empresa, com filiais nos Estados Unidos, Europa e Argentina. Grubisich diz que até o fim do ano irá criar mais um escritório na Ásia.

Veja documento Braskem abaixo:

05/04/06
  Elaborado pela jornalista Ana Borges

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