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Novas unidades iniciam fase de expansão da Fras-le pelo mundo

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   01 de julho de 2009
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 O primeiro trimestre não traduz qualitativamente o trabalho e o cenário de médio e longo prazo da
Fras-le, enfatiza o diretor superintendente e de Relações com Investidor, Daniel Randon, em reunião realizada anualmente com os associados da ApimecSul. O início  operacional de novas unidades agora no segundo semestre justificam parte da afirmação, que é contraposta em termos quantitativos pelos resultados consolidados da companhia no primeiro trimestre de 2009. Mesmo diante desse quadro, a companhia tem uma visão positiva para 2009, especialmente, diante das medidas governamentais anunciadas nos últimos dias, boa parte que vinha sendo reivindicada por um grupo do qual a Fras-le fazia parte.  

O segundo semestre inaugura uma nova fase da companhia. A entrada em operações de unidades industriais é o primeiro passo na caminhada que traçou até 2013: ser uma empresa global e sustentável com faturamento de R$ 1 bilhão. Se o Capex para o crescimento ainda não está definido, outros importantes caminhos já estão. A partir de agora, a unidade industrial chinesa, voltada ao mercado de veículos comerciais produzidos no país, no Japão e na Coreia, começa a operar com uma capacidade de 2 milhões de peças ao ano. No longo prazo, esta nova fábrica representa grandes oportunidades de expansão regional, principalmente, porque coloca a companhia próxima  e em direção ao mercado europeu, onde hoje a Fras-le atua através de escritórios comerciais e de distribuição, na Alemanha e em Dubai, na Índia.  

Nos Estados Unidos, a companhia começa a operar com uma nova planta no estado do Alabama. Esta segunda unidade terá capacidade de 7 milhões de pastilhas de freios ao ano. A fábrica foi adquirida por US$ 4 milhões, com uma tecnologia para dar suporte tecnológico na produção para o mercado interno. Junto com ela, a empresa começa um negócio de vendas de pastilha de freio para o mercado de reposição. Atualmente, a Fras-le detém 30% do mercado norte-americano de veículos comerciais. A crise financeira é entendida com oportunidade para a empresa. No segmento de reposição, a companhia detém 25%, mas aposta nessa nova atuação para crescer. Esse incremento no futuro pode vir através de linhas que ainda não produz.

No mercado brasileiro, a empresa começa o segundo semestre com o novo campo de provas na sede em Caxias do Sul, que também conta desde o início do ano com uma fábrica de sapatas de freio e componentes metálicos com capacidade de 40 milhões ao ano, a qual se agrega a capacidade atual de 120 milhões de peças de materiais de fricção ao ano. Atualmente, a companhia é responsável por 50% dos negócios de reposição e 95% com montadoras no segmento de veículos pesados. Em pastilhas de freio, o marketshare é de 39% em reposição e 30% no mercado de montadoras. No segmento de veículos leves, a presença sobe, respectivamente, para 72% e 30%.

Em todos os casos, a Fras-le não acredita que possa almejar o lugar de empresa global através da produção só no Brasil, nem crescer muito mais por aqui. No entanto, principalmente as medidas de redução da TJLP e de outras taxas praticadas através dos empréstimos do Bndes, como para a linha Pró-caminhão, podem dar um fôlego para o mercado interno até o final do ano.

Desempenho

1T08

1T09

Variação %

Volume Produzido (tmil)

13,80

10,20

(26,1)

Peças (milhões)

24,20

14,40

(40,5)

Exportações( US$)

18,7

15,9

(15,0)

Receita Bruta

135,70

116,00

(14,5)

Receita Líquida

105,90

89,10

(15,9)

Lucro Bruto

30,40

21,60%

(99,3)

Lucro Líquido

8,30

1,60

(80,7)

Ebtida Consolidado

17,10

5,50

(67,8)

Fonte: Fras-le

 

 

 



Apimec Sul
E
laborado e editado pela jornalista 
Grazieli Inticher Binkowski

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