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Agricultores familiares de todos os estados
(exceto os do Sul) que trabalham na extração de
amêndoa de babaçu, borracha natural extrativa,
castanha-do-brasil, pó cerífero e frutos do
açaí, da piaçava e do pequi contam, a partir de
hoje (10) com novos valores do bônus do
Programa de Garantia de Preços para Agricultura
Familiar (PGPAF). Os preços referem-se ao mês
de agosto e os bônus valem para contratos de
financiamento que vencem até o dia 9 de
outubro.
Trata-se de um prêmio criado pelo Ministério do
Desenvolvimento Agrário (MDA), que permite que
o agricultor pague os financiamentos de custeio
e investimento com um bônus, limitado a R$ 5
mil. O valor corresponde à diferença entre o
preço de garantia e o de mercado, no caso do
produto financiado com preço abaixo do
sustentado pelo governo. O prêmio, calculado
mensalmente pela Conab, foi estendido ao grupo
de produtos da sociobiodiversidade no mês
passado, após decisão do Conselho Monetário
Nacional.
O maior bônus (71,43%) é da borracha natural
extrativa do Pará, onde o preço de garantia
fixado pela Conab é de R$ 3,50/quilo, para um
preço médio de mercado de R$ 1/quilo. A
castanha-do-brasil é a que tem o segundo maior
bônus (41,65%), no Amapá, onde o preço de
garantia é de R$ 52,49 o hectolitro e o de
mercado de R$ 30,63.
A portaria que reajustou os números foi
publicada no Diário Oficial da União do último
dia 8, pelo MDA, e inclui outros 30 produtos da
agricultura familiar, como feijão, girassol,
amendoim, juta, leite e carnes. (Raimundo
Estevam/Conab)
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