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Estiagem reduz produção de
grãos
A estiagem na região Sul interrompeu a
sequência de dois meses de crescimento que
vinha sendo registrado na safra atual de grãos
do país. O oitavo levantamento do ciclo
2008/09, anunciado nesta quinta-feira (7) pela
Conab, aponta agora para uma colheita de 136,59
milhões de toneladas, 0,7% menor que as 137,57
milhões t projetadas no mês passado. Ainda
assim, este período segue como o segundo o
melhor da história.
A maior retração ocorre no milho segunda safra,
cultura mais atingida pela estiagem em alguns
estados. A nova estimativa prevê uma safrinha
de 17,41 milhões de toneladas, ou 624 mil
toneladas a menos em relação a abril. As
maiores quebras estão no Mato Grosso e,
sobretudo, no Paraná.
As plantações de soja também foram atingidas e
registram redução de 518,10 mil toneladas. Com
isso, o Brasil deve colher 57,62 milhões de
toneladas. O maior produtor da oleaginosa é o
Mato Grosso (18,0 milhões t), seguido do Paraná
(9,57 milhões t) e do Rio Grande do Sul (7,84
milhões t).
Pela primeira vez neste ciclo, a estatal
diminuiu as previsões para a safra de feijão. A
colheita total será de 3,76 milhões de
toneladas, queda de 47,6 mil toneladas em
relação ao mês anterior. Outro fator é a
diminuição de 30,9 mil hectares da área
cultivada. Mesmo com este recuo, a colheita de
feijão deve ser de aproximadamente 6,9% maior
que a safra passada.
A projeção para o arroz é também de incremento
de 138,4 mil toneladas em comparação a abril,
chegando agora a 12,81 milhões de toneladas no
total. Já o trigo, safra 2009/10, sofre redução
de 9,2% em relação a do ano passado, resultando
em 5,46 milhões de toneladas.
A área total ocupada por todos os grãos no país
é de 47,56 milhões de hectares, sendo 37,4% na
região Sul, 31,7% no Centro-Oeste, 17,4% no
Nordeste, 10,1% no Sudeste e 3,4% no Norte.
Para realizar o levantamento, a Conab manteve
contato no mês passado com agricultores,
agrônomos, cooperativas, secretarias de
agricultura, órgãos de assistência técnica e
extensão rural e agentes financeiros nos
principais municípios produtores do país.
(Willians Fausto/Conab) |