Levantamento mostra desempenho
dos 15 setores mais representativos da Bovespa
O setor Financeiro apresentou o maior valor de mercado ao final do
primeiro semestre deste ano, atingindo R$ 276,5 bilhões. O crescimento
foi de 58,4%, ante os R$ 174,6 bilhões registrados ao final do mesmo
período de 2005, quando também estava na liderança. O maior volume
financeiro negociado ficou por conta do setor de Petróleo e Gás, que
subiu da quarta para a primeira posição, totalizando R$ 42,3 bilhões,
com aumento de 126,2%, frente aos R$ 18,7 bilhões movimentados nos
primeiros seis meses do ano passado.
Em número de negócios, a liderança no primeiro semestre manteve-se com
o setor de Telecomunicações, com 894.514, apesar de uma pequena queda
de 0,2% em relação aos 896.163 realizados em igual período de 2005. O
melhor desempenho em lucratividade foi do setor de Energia Elétrica,
com alta de 61,4%, ante 18,7%, nos primeiros seis meses do último ano,
quando estava na vice-liderança.
Os números fazem parte do ranking setorial da Bovespa e refletem o
comportamento dos 15 setores mais representativos da Bolsa. Composto
por 231 empresas, que somam um valor de mercado de R$ 1,1 trilhão, o
grupo representa 86,8% da capitalização total e movimentou R$ 219,4
bilhões em 2,4 milhões de negócios no período.
Dentre os setores analisados, 14 apresentaram lucratividade positiva,
no primeiro semestre. E doze deles ficaram acima do Ibovespa, que
acumulou alta de 9,4% no período: Energia Elétrica (+ 61,4%); Papel e
Celulose (+58,6%); Transporte (+55%); Máquinas e Equipamentos (+45%);
Siderurgia (+32%); Financeiro (+24,2%); Comércio (+23,1%); Construção
e Engenharia (+21,8%); Eletrodoméstico (+17,2%); Petróleo e Gás
(+13,7%); Tecidos, Vestuário e Calçados (+10,2%); Alimentos (+10,0%).
Abaixo, ficaram Mineração (+8,6%), Telecomunicações (+3,6%), e
Petroquímica (-12,9%).
Esse desempenho foi superior ao dos primeiros seis meses de 2005,
quando apenas seis setores alcançaram lucratividade positiva: Energia
Elétrica; Financeiro; Comércio; Petróleo e Gás; Tecidos, Vestuário e
Calçados; e Alimentos. E oito ficaram acima do Ibovespa, que
apresentou queda de 4,3% naquele período.
O levantamento considerou os setores Alimentos (20 empresas), Comércio
(14), Construção e Engenharia (18), Eletrodoméstico (3), Energia
Elétrica (35), Financeiro (28), Máquinas e Equipamentos (16),
Mineração (2), Papel e Celulose (5), Petróleo e Gás (5), Petroquímica
(13), Siderurgia; (8), Tecido, Vestuário e Calçados (28),
Telecomunicações (21) e Transporte (15).
A íntegra do estudo está disponível na Sala de Imprensa Bovespa por
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25/07/2006
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