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| Bovespa lança o Índice do Setor Industrial (INDX) | ||||
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Indicador mede desempenho das ações das
indústrias de transformação listadas na Bolsa
A Bovespa lança o Índice do Setor Industrial (INDX), novo indicador do mercado acionário brasileiro que entrou em vigor na abertura do pregão de hoje, 3 de julho de 2006. O índice mede o desempenho das ações mais representativas das indústrias de transformação listadas na Bovespa e é resultado de uma parceria firmada com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A primeira carteira do INDX reúne 53 ações de 48 empresas de 14 diferentes setores, selecionadas a partir de metodologia que reflete a liquidez, ponderada pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação (free floa), a exemplo dos índices IBrX 50 e IBrX 100, que seguem os padrões dos principais indicadores internacionais. O setor de Siderurgia detém a maior participação no índice, com 42,1%, seguido de Bebidas (17,2%), Madeira e Papel (11,7%), Material de Transporte (10,0%) e Químico (4,7%). É importante ressaltar que a participação dos setores no INDX reflete o desempenho das empresas listadas na Bolsa e não a composição setorial da indústria brasileira. Considerando-se os ativos com maior peso individual figuram as ações preferenciais da Ambev (14,4%), as preferenciais da Gerdau (8,7%), as ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (8,5%), as ordinárias da Embraer (8,2%) e as ações preferenciais classe A da Usiminas (7,2%). Análise retroativa feita pela Bovespa mostra que no longo prazo o INDX registra uma valorização superior aos de outros índices do mercado de capitais: de 30 de dezembro de 1999 a quinta-feira passada, dia 29 de junho de 2006, o INDX acumulou rentabilidade de 488,38%, superando o IBrX 50 e o Ibovespa, que renderam 236,25% e 113,48% nesse mesmo período, respectivamente. No médio prazo, entretanto, o cenário é outro: de 01 de julho 2003 a 21 de junho, o INDX rendeu 183,69%, menos que os 194,93% verificados pelo IBRX-50 que, além do setor industrial traz em sua composição empresas dos segmentos financeiro, mineração e petróleo. O Ibovespa, que tem o setor de telecomunicação como o mais relevante, subiu 159,92% no período. Já estudo elaborado pela Fiesp revela que, ao comparar os desempenhos dos índices INDX, IBrX 50 e da taxa de juros Selic, fica nítido o impacto direto da alta dos juros no setor produtivo: quando os juros sobem o mercado de capitais revê, para baixo, o valor das empresas industriais, antecipando perda de rentabilidade, lucros e investimentos menores. O mesmo estudo indica também efeito negativo da valorização do câmbio na avaliação das companhias do segmento. O INDX é o nono índice da Bolsa, terá sua carteira reclassificada ao final de cada quadrimestre, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro, e será calculado em tempo real, a exemplo dos demais índices da Bovespa. Critérios de inclusão e permanência - Ser emitida por uma empresa classificada em um dos sub-segmentos do setor da indústria de transformação. - Ser uma das 150 ações com maior índice de negociabilidade apurados nos doze meses anteriores à reavaliação. - Ter sido negociada em pelo menos 70% dos pregões ocorridos nos doze meses anteriores à formação da carteira. - A participação de uma empresa não poderá ser superior a 20% no índice, ficando sujeita a ajustes para adequar o peso ao limite no momento da reavaliação periódica. Critérios de exclusão - Se a ação deixar de atender aos critérios de permanência no índice; - Se, durante a vigência da carteira, a empresa emissora entrar em regime de recuperação judicial ou falência. - Ser objeto de oferta pública que resulte em retirada de circulação de parcela significativa de ações do mercado
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03/07/2006 Mais informações: Assessoria de Imprensa Bovespa Telefones: 55 11 3233 2372 /2093/2025/2498 E-mail: bimprensa@bovespa.com.br |